Glêdson Bezerra apresenta balanço parcial e diz que Juazeiro vive um caos financeiro

Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira, 08, a gestão municipal de Juazeiro do Norte apresentou um balanço provisório sobre as dívidas deixadas em aberto pela administração anterior. O rombo identificado até aqui se aproxima de R$89 milhões de reais e acumula débitos como folha de pagamento de servidores contratados e concursados, fornecedores, prestadoras de serviços e encargos.

Os números foram apresentados pelo prefeito Glêdson Bezerra, que esteve acompanhado do vice-prefeito Giovanni Sampaio e do secretariado municipal. Para ele, o município “vive um caos financeiro” e que buscará todos os meios para equilibrar as contas. Em números gerais, a Prefeitura de Juazeiro conta com R$45.424.073,58 em restos a pagar junto a fornecedores até o dia 31 de dezembro. A folha de pagamentos e os encargos referentes ao mês de dezembro, deixados para pagar, é de R$23.725.740,71. Em contrapartida, o município conta com um saldo, também deixado pela gestão anterior, de R$5.131.024,43, o que somado às receitas previstas para até o dia 12 de janeiro, R$9.500.000,00, resulta em apenas 14.631.024,43. O que representa um saldo negativo de R$74.518.789,86.

Empresas como a MXM, responsável pela prestação de serviço de coleta de lixo e serviços de limpeza urbana; Enel, responsável pela iluminação pública do município e fornecimento de energia em prédios públicos; Cosampa, responsável pela troca de lâmpadas e manutenção de iluminação pública; Aceni, empresa responsável pela gerência do Hospital São Lucas e UPA Limoeiro, cobram a dívida do município. A conta também é composta por fornecedores da Secretaria de Saúde e contas de locações de imóveis.

Como alternativas para resolver o problema, o prefeito Glêdson Bezerra apontou, dentre outras: renegociação de dívidas, redução nos valores de contratos, redução do quadro de servidores contratados, fortalecimento do programa de refinanciamento de dívidas, cobrança efetiva junto aos sonegadores. Deu ênfase, ainda, à busca de créditos, inclusive por meio de emendas que podem ser destinadas ao município pelos parlamentares cearenses.

Ainda segundo o prefeito, a investigação sobre o que provocou os rombos nas contas do município caberá aos órgãos controladores como Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), Polícia Federal e Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Não estamos aqui para lamentar nem acusar e sim para trabalhar e resolver as coisas. Caberá aos órgãos de controle apurar a responsabilidade das dívidas das dívidas deixadas e dar uma resposta à sociedade”, concluiu.